A incontinência urinária é uma das complicações mais frequentes após a prostatectomia radical (cirurgia de retirada da próstata), presente em grande parte dos pacientes nos primeiros meses pós-operatórios. Embora seja um efeito esperado do procedimento — já que a cirurgia pode afetar estruturas envolvidas no controle urinário — é também um dos aspectos que mais geram insegurança e desconforto emocional nos homens que passam por esse tratamento.

Por que isso acontece?

Durante a prostatectomia, o esfíncter urinário e a musculatura do assoalho pélvico podem ser temporariamente afetados, reduzindo a capacidade de controlar a saída de urina. Na maioria dos casos, esse quadro tende a melhorar progressivamente ao longo dos primeiros meses, especialmente com o acompanhamento fisioterapêutico adequado.

O tratamento fisioterapêutico faz diferença

A fisioterapia pélvica é considerada parte essencial da recuperação. O trabalho envolve:

  • Fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico, com exercícios específicos e progressivos;
  • Eletroestimulação do nervo tibial posterior, técnica não invasiva que auxilia no controle da bexiga;
  • Orientações comportamentais, sobre hábitos urinários, postura e estratégias para o dia a dia.

Quanto mais cedo o acompanhamento é iniciado — muitas vezes ainda antes da cirurgia —, melhores tendem a ser os resultados e mais rápida a recuperação do controle urinário.

Você não está sozinho nesse processo

Se você está passando por isso, saiba que é uma fase transitória para a maioria dos pacientes, e que existe tratamento eficaz e baseado em evidências. Um acompanhamento individualizado pode acelerar sua recuperação e devolver sua qualidade de vida e autonomia.

Agende uma avaliação e entenda como a fisioterapia pode te ajudar nessa etapa.



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